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Em um dos primeiros atos como presidente do TJ-BA, Rotondano exonera servidores investigados por desvio de mão de obra

Em um dos primeiros atos como presidente do TJ-BA, Rotondano exonera servidores investigados por desvio de mão de obra

Por Política Livre

03/02/2026 às 19:05

Atualizado em 03/02/2026 às 22:27

Foto: Divulgação

Imagem de Em um dos primeiros atos como presidente do TJ-BA, Rotondano exonera servidores investigados por desvio de mão de obra

Um dos primeiros atos do novo presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), José Edivaldo Rocha Rotondano, à frente da Corte baiana, foi exonerar dois integrantes do alto escalão administrativo do TJ após a abertura de investigação interna sobre supostas irregularidades.

Foram exonerados Pablo Átila Martins de Castro, que ocupava o cargo de Coordenador de Distribuição (Codis), e Allan Rosa Moreno, então Coordenador de Manutenção Predial (Coman). Ambos exerciam funções comissionadas ligadas à estrutura administrativa da Presidência.

A medida ocorre no contexto de uma sindicância instaurada para apurar denúncias de corrupção e possível uso indevido de recursos públicos. Entre os fatos investigados está o suposto emprego de trabalhadores de uma empresa de engenharia contratada pelo TJ-BA em obras realizadas em um condomínio residencial onde Pablo Átila seria síndico.

A apuração também envolve relatos de possível assédio moral contra servidores e suspeitas de irregularidades no pagamento de indenizações de diárias de viagem.

No caso de Allan Rosa Moreno, a investigação analisa se ele teria atuado como fiscal de contratos do tribunal relacionados a uma empresa da qual teria sido sócio e gerente técnico, o que pode configurar conflito de interesses.

A sindicância está sob responsabilidade do juiz auxiliar Marcos Adriano Silva Ledo e tem prazo de 60 dias para conclusão do relatório final. O resultado poderá indicar a adoção de medidas administrativas adicionais e eventual encaminhamento para outras esferas de responsabilização.

O procedimento foi aberto pela Corregedoria-Geral da Justiça, comandada pelo desembargador Roberto Maynard Frank, para apurar a existência de um suposto esquema de desvio de mão de obra.

Antes da exoneração, os dois coordenadores já haviam sido afastados cautelarmente por 60 dias. Durante o período, tiveram acessos a sistemas e e-mails institucionais bloqueados, como forma de preservar a coleta de provas.

Com a saída dos gestores, o tribunal nomeou novos responsáveis para as áreas. Enio Nascimento Maciel assumiu a Coordenação de Distribuição (Codis) e Jose Robson Souza de Matos passou a responder pela Coordenação de Manutenção Predial (Coman).

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