Quando o gesto individual fortalece o coletivo, por Tarso Praxedes*
Por Tarso Praxedes*
03/02/2026 às 10:54
Atualizado em 03/02/2026 às 13:54
Foto: Andressa Anholete/Arquivo/Agência Senado
Angelo Coronel
Na política, como no mar da Bahia, nem toda onda que parece traiçoeira vem pra afundar barco. Às vezes ela só muda o rumo da embarcação — e, curiosamente, evita um naufrágio maior. O rompimento do senador Ângelo Coronel (PSD) com o campo governista parece se encaixar exatamente aí.
Ao sair do jogo, Coronel resolveu — ainda que sem querer — um problema central da articulação política do governo da Bahia. Na prática, viabilizou a chapa que os petistas consideram a mais forte para 2026: o ministro Rui Costa (Casa Civil) e o senador Jaques Wagner ao Senado, com o governador Jerônimo Rodrigues buscando a reeleição.
Trata-se de uma composição robusta, testada nas urnas e com clara sintonia com o PT nacional. Como se sabe, o maior risco dessa engenharia nunca foi Coronel. O risco real sempre foi a perda do PSD como partido — e isso não aconteceu. Muito pelo contrário.
Ao tentar dar uma 'rasteira' em Otto Alencar, buscando tomar o controle da legenda via o presidente nacional Gilberto Kassab para apoiar ACM Neto, Coronel apostou alto… e perdeu. A tentativa naufragou com a negativa direta de Kassab. Desta vez, o compadrio entre os dois senadores do PSD pela Bahia furou e Coronel levou a pior.
*Tarso Praxedes é jornalista formado pela UNB.
2 Comentários
Jose Sergio
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03/02/2026
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12:27
Carlos Marques de Santana
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03/02/2026
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11:28

