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“A agroindústria do cacau do Sul da Bahia está sendo sufocada pela omissão dos governos do PT”, diz Roberta Roma
“A agroindústria do cacau do Sul da Bahia está sendo sufocada pela omissão dos governos do PT”, diz Roberta Roma
Por Redação
03/02/2026 às 14:56
Foto: Divulgação
A deputada federal Roberta Roma (PL) cobrou nesta segunda-feira (2) ações urgentes dos governos estadual e federal diante da crise que atinge produtores, comerciantes e toda a cadeia do cacau no Sul da Bahia. Segundo ela, a situação já compromete empregos, renda e a sobrevivência da agroindústria regional, enquanto as gestões petistas seguem sem apresentar soluções concretas para defender o setor.
Em meio às manifestações realizadas por agricultores e empresários da região contra os deságios impostos pela indústria e contra a importação crescente de cacau africano a preços muito inferiores ao praticado no Brasil, Roberta Roma afirmou que o problema deixou de ser apenas econômico e passou a ser uma ameaça direta ao desenvolvimento regional.
“A agroindústria do cacau do Sul da Bahia está sendo sufocada pela omissão dos governos do PT. Enquanto produtores e indústrias locais lutam para manter empregos e renda, o governo permite importações desleais, sem regras claras, que desvalorizam o cacau baiano e quebram quem produz aqui”, declarou.
A parlamentar lembrou que a região cacaueira sempre teve protagonismo econômico e cultural na Bahia, mas que enfrenta um cenário crescente de abandono e perda de competitividade, agravado pela ausência de políticas públicas de apoio e pela falta de transparência nas regras de importação.
“O cacau sempre foi motor de desenvolvimento da nossa região. Hoje, enfrenta abandono, falta de políticas públicas e nenhuma ação concreta para proteger o produtor, o trabalhador e a agroindústria”, salientou a deputada.
Roberta Roma destacou ainda que produtores e lideranças do setor têm alertado sobre o risco de demissões em massa e sobre o impacto devastador da entrada de cacau importado, que pressiona preços e inviabiliza a produção local. Segundo entidades como a FAEB, os prejuízos já começam a atingir centenas de propriedades rurais.
“Não podemos aceitar que o Sul da Bahia pague essa conta. Defender o cacau é defender empregos, desenvolvimento regional e respeito a quem trabalha”, declarou, ao ressaltar que continuará atuando para que o Congresso, o governo federal e o governo baiano adotem medidas efetivas, como regras mais rígidas para importações, estímulo à agroindústria local e políticas de proteção ao produtor.
