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Câmara concede Título de Cidadão de Salvador a Windson Silva, fundador do bloco Cheiro de Amor
Câmara concede Título de Cidadão de Salvador a Windson Silva, fundador do bloco Cheiro de Amor
Por Redação
03/02/2026 às 16:13
De acordo com Sidninho, Windson é reconhecido como o empresário da música baiana que mais participou ativamente de blocos de Carnaval
Reconhecido como uma voz firme em defesa do Carnaval, buscando sempre proteger a cultura de rua, valorizar os trios elétricos e garantir o espaço democrático da folia, Windson Silva, fundador do bloco Cheiro de Amor, natural de Sergipe, será homenageado pela Câmara Municipal de Salvador com o Título de Cidadão de Salvador. Por iniciativa do vereador, Sidninho (PP), a sessão solene acontecerá nesta quinta-feira (5), às 18h, no Plenário Cosme de Farias, reunindo autoridades, artistas e admiradores do empresário.
Conforme justifica Sidninho, Windson sempre teve o Carnaval em seu DNA, com contribuição ativa por mais de 45 anos na Festa de Momo. “Ainda menino, morador da Cidade Baixa, Windson brincava pelos blocos de rua e decidiu, junto a amigos, criar seu próprio bloco: o Cheiro de Amor, inicialmente amador, mas que hoje é uma das bandas precursoras do axé e um dos blocos mais tradicionais do Carnaval de Salvador”, frisa Sidninho.
Ao longo dos anos, o grupo lançou 26 discos e quatro DVDs, tendo Windson à frente desse processo.
Para além, o vereador ressalta que Windson sempre foi um defensor da renovação musical, da valorização dos compositores locais e da pluralidade dentro dos blocos de rua.
“Durante toda sua trajetória, sempre travou uma luta para que o axé permaneça conectado à raiz para sobreviver”, acrescentou Sidinho, reiterando que Windson empresariou grandes nomes da música baiana, como Harmonia do Samba, Olodum, Pimenta Nativa, entre outros, sendo reconhecido como o empresário da música baiana que mais participou ativamente de blocos de Carnaval.
Além do Cheiro de Amor, Windson esteve à frente de blocos icônicos como A Barca, Pinel, Yes, entre outros, ‘sempre com a marca da organização e do compromisso com a alegria do folião’.
“Ou seja, seu trabalho o consolidou como guardião da tradição soteropolitana, ajudando a manter viva a identidade da maior festa popular do mundo; empreendedor cultural visionário, que soube transformar paixão em projeto de vida e em legado para a cidade; símbolo de resiliência e inovação, levando Salvador a ser reconhecida não apenas pelo Carnaval, mas também pelo impacto econômico, social e cultural que a festa gera”, concluiu o parlamentar.
