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Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos após declarações de Donald Trump

Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos após declarações de Donald Trump

Bolsa brasileira ainda renovou recorde histórico pela quarta vez consecutiva

Por Tamara Nassif/Folhapress

13/04/2026 às 17:30

Atualizado em 13/04/2026 às 23:04

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil/Arquivo

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Cotação final foi de R$ 4,997, uma baixa de 0,26% em relação a sexta-feira

O dólar rompeu o piso de R$ 5 pela primeira vez em dois anos na sessão desta segunda-feira (13), com investidores reagindo aos novos desdobramentos da guerra no Irã.

A cotação final foi de R$ 4,997, uma baixa de 0,26% em relação a sexta-feira. Trata-se do menor valor para a moeda norte-americana desde o final de março de 2024.

A moeda voltou a operar abaixo da barreira psicológica dos R$ 5 ainda no início da tarde, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que Teerã quer fazer um acordo para encerrar o conflito que se estende desde o final de fevereiro. Mesmo que o governo iraniano não tenha confirmado a iniciativa, os mercados globais interpretaram a afirmação do republicano como uma sinalização de trégua futura, reduzindo temores de uma nova escalada nos ataques.

O alívio também contaminou a Bolsa brasileira, que fechou em alta de 0,4%, a 198.132 pontos, segundo dados preliminares —novo recorde histórico. No pico do dia, o Ibovespa atingiu 198.173 pontos, renovando a máxima durante o período de negociações.

O Irã procurou pelo governo Trump nesta tarde após o bloqueio no estreito de Hormuz, afirmou o presidente a repórteres na Casa Branca.

Até então, havia poucos sinais de que as negociações estavam de volta aos trilhos após o fracasso no final de semana. Investidores chegaram a temer uma retomada dos ataques em meio ao impasse e à escalada de tom entre as autoridades de ambos os países.

O Irã culpou os EUA pelo colapso das negociações e não confirmou novas conversas nesta segunda-feira.

"Fomos contatados esta manhã pelas pessoas certas, as pessoas apropriadas, e elas querem chegar a um acordo", disse Trump, sem dar detalhes sobre quem participou da conversa.

A declaração segue a esteira do bloqueio de Hormuz às 11h, no horário de Brasília, em medida determinada por Trump no domingo (12) depois que as delegações não chegaram a um acordo.

O bloqueio também é em resposta à cobrança de um pedágio para as embarcações. Em vez de reabrir a passagem como havia sido combinado na trégua, Teerã estabeleceu uma rota que diz evitar minas colocadas pela teocracia e passa por suas águas territoriais. Um petroleiro precisaria pagar US$ 1 em criptomoedas por cada barril de óleo transportado.

"O bloqueio será realizado de maneira imparcial contra embarcações de todos os países que entrem ou partam de portos e áreas costeiras do Irã", disseram os militares americanos, afirmando que não impedirão a navegação de barcos "que cruzem o estreito de Hormuz vindo de ou com destino a portos não-iranianos".

Neste cenário, investidores se posicionaram com cautela. O petróleo Brent voltou a cruzar o patamar de US$ 100 o barril, em alta de mais de 4%. Ações europeias e asiáticas fecharam em baixa, e índices acionários nos EUA testam alta de até 0,7%.

"Os mercados estão tentando filtrar o turbilhão de manchetes. Até agora, pelo menos, estão lidando relativamente bem com as notícias, pois ainda não vimos um retorno dos preços aos níveis anteriores ao cessar-fogo", diz Matthew Ryan, chefe de estratégia de mercado global da Ebury.

"Isso sugere que os investidores talvez vejam a ruptura nas negociações mais como um obstáculo no caminho e um sinal de jogo de pressão, em vez de algo que necessariamente possa atrapalhar o caminho para a paz".

Na semana passada, as expectativas em torno do cessar-fogo seguido de negociações para o fim do conflito aqueceram os mercados e fizeram o Ibovespa renovar o recorde histórico três dias consecutivos.

"Houve um abrandamento no conflito armado, mas a escala do abrandamento e a falta de clareza sobre quando os fluxos comerciais serão retomados nos deixa, de modo geral, ainda no mesmo lugar", diz Benjamin Jones, chefe global de pesquisa da Invesco.

"Esperamos uma pressão renovada sobre os ativos de risco e movimentos de alta no petróleo no início desta semana".

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